segunda-feira, 21 de agosto de 2017
LINGUAGENS NATURAIS E LINGUAGENS RACIONAIS
domingo, 20 de agosto de 2017
QUALQUER IDEOLOGIA É UMA RELIGIÃO SACRIFICADORA
O pensamento orientado pelos ícones da modernidade (direita x esquerda, liberal x conservador, facismo x nazismo, etc.), em linhas gerais, é uma forma de renascimento das religiões arcaicas que sacrificam vítimas inocentes para deuses infernais.
A violência na religião pagã é a ferramenta religiosa fundamental, pois o rito arcaico é originado no assassinato fundador.
Após o nascimento de Cristo, e sua Paixão, os mitos antigos foram revelados como mentiras da religião da violência, a antiga mentira pagã foi exposta, o contrato com o diabo não poderia mais surtir efeitos, pois para a religião antiga a vítima era o preço que deveria ser quitado aos deuses sedentos de sangue, em troca do efeito desejado de uma falsa paz social.
Cristo demonstrou com sua história, e seu sofrimento, que os mitos justificadores dos rituais mentem ao julgar a vítima culpada e merecedora do castigo da morte, a Paixão de Cristo é o símbolo da injustiça inerente às religões pagãs dos sacrificadores de vidas inocentes.
Do início ao fim da Paixão de Cristo se comprova que a culpa é dos sacrificadores, todos eles, que se beneficiam do sangue derramado, que nunca mais poderão considerar-se limpos, em todas as épocas e para todo o sempre.
O sangue vertido na maior história que já aconteceu dessacralizou o sangue de todos os bodes expiatórios.
A cristandade é fruto dessa revelação de que há uma inutilidade no sacrifício do bode expiatório, enquanto que a eucaristia é o sacrifício incruento instituído para que inocentes não sejam mais objeto de ódio.
Desde o Renascimento, passando pelo Iluminismo, e chegando aos nossos dias, a revalorização da Idade Clássica e seus erros favoreceu a criação de novos cultos aos deuses antigos da violência, que foram novamente entronizados por meio da criação de ideologias, os mitos sacrificiais da modernidade.
O pensamento ideológico é uma forma de religião sacrificadora, na qual um inimigo é eleito como o culpado e merecedor da morte violenta para purificar o cosmos, em certo sentido essa é a religião originada das diversas ideologias de nosso tempo, marxista, fascista ou nazista, também, é religião liberal, ou simplesmente relativista, pois nestas visões infernais algo deve ser sacrificado no altar da fé ideológica, e, regularmente, são eleitos os cordeiros cristãos.
Werner Nabiça Coêlho - 20/08/2017
O SÍMBOLO GERA O RITO E O MITO
VIRIATO E A LUTA LUSITANA CONTRA ROMA, por Césare Cantú
sábado, 19 de agosto de 2017
UMA DISTINÇÃO ENTRE OS NÍVEIS DOS DISCURSOS
O nível poético da linguagem é o mais concreto, no sentido de percepção direta da realidade em seu caráter simbólico.
O nível retórico é a introdução da subjetividade da doxa, onde alguém pretende que sua opinião prevaleça.
O nível dialético é o embate entre doxas divergentes, na busca de veracidade passível de demonstração racional.
Veja-se que o problema é que a veracidade racionalizadora está em potência desde o nível poético, ela é possível de muitas formas, quantas forem as possibilidades interpretativas, é o reino das possibilidades criativas.
No nível retórico há um fator político de imposição de idéias com base na verossimilhança do argumento.
Quando uma idéia passa pela depuração da disputa dialética, que se propõe eliminar incongruências e inconsistências do discurso, processam-se as descobertas das verdades que serão utilizadas pela lógica.
A lógica por sua vez é somente um nível da linguagem na qual já se está na posse de verdades científicas, e com base nessas conquistas alcançadas nas etapas anteriores.
Na linguagem lógica se estabelece um tipo de reducionismo, pois do reino do possível presente na poética passou-se para do verossímil, e deste para o verídico racional extraído da dialética, num processo constante de precisão da linguagem, o que diminui a abrangência do símbolo, tanto que a lógica é a fonte da matemática em seu processo silogístico.
Portanto, não pode o menos (a lógica) gerar o mais (o símbolo).
O símbolo é uma realidade ontológica e a linguagem é uma realidade epistemológica, sendo a lógica uma linguagem técnica e científica de verificação de validade silogística de certas realidades passíveis de tal avaliação em abstrato.
Werner Nabiça Coêlho - 19/08/2017
LINGUAGEM E GRAMÁTICA... QUEM VEIO PRIMEIRO?!
O discurso mais concreto e simbólico é o poético, e o menos cheio de elementos vitais é o lógico, entremeados pela retórica e dialética.
Não se pode pensar em lógica gramatical quando se está falando de origem da linguagem, pois é esta que é a fonte originária das normas gramaticais, não o contrário.
A lógica (e a gramática) é um momento muito posterior ao nascimento da linguagem.
A linguagem em sua origem é a música e a oração votadas ao ser divino, são frutos da percepção direta do sobrenatural que enforma a linguagem humana.
É o sagrado que dá razão às conquistas posteriores das estruturas gramaticais, mera criação de normas positivas com base em dados empíricos já instituídos pela tradição oral e escrita.
Werner Nabiça Coêlho - 19/08/2017
SENTIMENTOS, EMOÇÕES E LINGUAGEM
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
O MITO DO HERÓI E JAIR BOLSONARO
O herói trágico, nas narrativas antigas, é a vítima sacrificial eleita pela fatalidade, que mesmo inocente de culpa e dolo aceita sua condenação, pois nem o herói é capaz de perceber-se fora da lei do eterno retorno mitológico da violência sagrada tão forte na cosmovisão pré-cristã.
O herói, após a instauração da percepção cristã da realidade, foi reconhecido como uma vítima da injustiça do sacrifício em nome da necessidade de se aplacar a violência social, o herói foi rebatizado de vítima inocente, mártir, e dependendo das circunstâncias pode ser reconhecido como um santo.
Werner Nabiça Coêlho - 17.08.2017
MINHA DEFINIÇÃO DE DIREITA POLÍTICA
Observe-se que a luta não é pela "direita", mas, sim, pela preservação de instituições e valores morais que permitem uma vida livre.
Werner Nabiça Coêlho - 17/08/2017
SÓCRATES É ATUAL
sábado, 12 de agosto de 2017
MEDICINA, FILOSOFIA PRÉ-SOCRÁTICA E ÉTICA: A DESCOBERTA DO RACIONALISMO ETIOLÓGICO
Quem costuma ouvir aqueles que falam sobre a natureza humana, além do que concerne à medicina, para ele, este discurso não é interessante de ser ouvido. Digo, pois, não ser o homem, por completo, nem ar, nem fogo, nem água, nem terra, nem nenhum outro elemento que não é manifesto no interior do próprio homem. Mas deixo de lado aqueles que querem falar tais coisas. [04]
[...] se o homem fosse uma unidade, nunca sofreria. Pois, sendo uma unidade, não haveria por que sofrer. Se realmente sofre, é necessário que haja também um único medicamento. Mas há muitos, pois há muitas substâncias no corpo, as quais, quando, contra a natureza, mutuamente se esfriam e se esquentam, e se secam e se umedecem, geram doenças; de tal modo que muitas são as formas (idéiai) de doenças e seus tratamentos vários [06]
Apresentarei provas e apontarei as necessidades graças as quais cada substância aumenta e diminui dentro do corpo [07]
Não se exagera quando se diz que a ciência ética de Sócrates, que ocupa o centro da disputa nos diálogos platônicos, não teria sido possível ser pensada sem o modelo da medicina, a qual Sócrates se remete tão frequentemente. A medicina lhe era mais afim do qualquer outro ramo do conhecimento humano então conhecido, inclusive a matemática e as ciências naturais [10].









