domingo, 2 de abril de 2023
VELHAS MENTIRAS E SUA ATUAL REVELAÇÃO.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
A TEORIA PURA DO DIREITO É LINGUAGEM MITO-POÉTICA PURA.
Existem muitas palavras mágicas na linguagem corrente no meio jurídico, palavras com elevada carga simbólica, palavras que servem para justificar quase qualquer coisa, entre tais considero que "teoria pura do direito" e "norma hipotética fundamental" são termos de "alta magia".
Hans Kelsen, o grande mago das ciências ocultas do direito, um dia sonhou com um mundo ideal, um mundo platônico de formas ideais, todavia não seriam formas à moda platônica, cuja filosofia definiu que o mundo das formas contém as verdadeiras realidades relacionadas às efêmeras realidades concretas de nosso mundo contingente, o que Kelsen sonhou foi um mundo de "formas superiores", pois, afinal, se o direito é composto de regramentos de relações humanas, mas a teoria pura proposta por Kelsen que estuda tais regras se preocupa somente com os textos puros, e as relações formais entre tais textos, sem contaminação do elemento "humano", ou seja, sem considerações sobre a origem política de tais normas, então o mundo puro das normas é um mundo em que a vida humana morreu e padece de sentido.
Há um sentido de pureza ritual do culto à norma, erige-se um deus do direito, um deus impessoal e amoral, um deus neutro e científico, cujo nome é norma hipotética fundamental, este ser de luz intelectual, que não existe no tempo e no espaço, que é pura forma que se conforma como puro texto criador de uma nova ordem jurídica, cujo filho mais velho é o poder constituinte originário e o filho caçula é o poder constituinte derivado, que engendram e organizam uma cosmovisão pura do direito na qual a lei é o símbolo de toda a ordem cósmica de um mundo ideal de relações jurídicas.
A teoria pura do direito é um símbolo que representa um mundo ideal de normas perfeitas uma vez que não são mais associadas aos impuros seres humanos, é o mundo como idéia do direito, é uma teoria ideal do direito, uma teoria divina do direito, uma teoria teórica do direito, que por sua vez cria um símbolo da criação na forma de uma hipótese abstrata de criação de um mundo à parte da realidade concreta, para, assim, fundamentar a existência de um mundo normativo autônomo.
Então temos o deus da norma hipotética fundamental que magicamente diz: faça-se a constituição e obedeça-a!
Outra possível designação para palavras mágicas denomina-se poesia, pois a linguagem poética é o reino do encanto da imaginação selvagem e desmedida, o reino de todas as possibilidades, a realidade do pensamento na qual tudo é possível ser construído por sobre areia, nuvens e ar, a partir da linguagem poética conformam-se mitos, sonhos, ideais, divagações e desejos, sobretudo desejos, e, fatalmente, desejos de poder, e, necessariamente tragédias pela luta do poder, e que melhor fundamento para o poder absoluto que a idéia de um direito puro, técnico, formal que pode ser feio, mas que sempre poderá fundamentar qualquer coisa sob a desculpa infernal de que se "estava cumprindo ordens".
domingo, 15 de janeiro de 2023
CONCEITO, TEORIA, HIPÓTESE E TESE, PALAVRAS E MAIS PALAVRAS
Palavras são ferramentas de comunicação polissêmicas, cada palavra está atrelada a algum significado que lhe é atribuído para servir de suporte linguístico a algum fenômeno, físico ou mental, a ser descrito, isto é o que chamamos de definição.
Quando uma definição é suficientemente elaborada em relação a um determinado objeto, descrevendo seu gênero próximo e sua diferença específica, segundo a ótica aristotélica, teremos um conceito de tal coisa.
Portanto, um conceito é uma descrição cuja definição abarca algum fenômeno objeto de estudo, logo, considerando-se que o conceito de teoria está relacionado etimologicamente ao ato de testemunhar uma realidade (grego theōría,as 'ação de observar, examinar'), originalmente, "teoria" é o mesmo que "testemunho", então, uma boa teoria é um bom relato de uma dada realidade, é algo que serve de instrumento de percepção, preparação e previsão, uma boa teoria é um bom conhecimento, é a própria "ciência" de um fato (1).
Ou seja, uma boa teoria demonstra um fato cientificamente apurado.
Prosseguindo-se em busca de outras definições conceituais como as de "tese" e "hipótese", temos que a mente humana é muito rica e imaginativa, e quando desenvolve-se um constante exercício imaginativo que lança a mente na busca de explicações possíveis para determinados eventos ainda não totalmente compreendidos, a imaginação humana é capaz de criar cenários possíveis para servir de explicação possível a este ou àquele fato observado, ou somente imaginado, quando estamos trabalhando este tipo de investigação que tenta antecipar resultados possíveis, temos a definição de uma hipótese, que entendo ser um exercício mental de criação de possíveis teorias explicativas de um determinado fenômeno.
Quando uma hipótese passa a ser investigada de forma sistemática teremos a defesa de uma tese, que pode ser confirmada ou refutada, em caso de confirmação teremos uma boa teoria, em caso de refutação teremos uma ficção científica.
A palavra "teoria" origina-se do termo grego theōria (θεωρία), que significa contemplação, observação ou especulação. Deriva da junção das raízes gregas thea (uma vista ou espetáculo) e horan (ver), designando originalmente a ação de viajar para observar um evento solene. Análise Etimológica: Origem da palavra: Vem do verbo grego theorein (θεωρεῖν) e do substantivo theoros (θεωρός). Composição dos étimos: É a união entre thea (visão, espetáculo) e horan (ver, observar). Na sua raiz, significa literalmente "olhar através de", "visualizar" ou "observar um espetáculo" [ https://share.google/aimode/AMNnhDXbtitI0IDF8 ].
domingo, 24 de julho de 2022
UMA NOTA SOBRE O DESIGN INTELIGENTE
RESPONDENDO AO MEME ENVIADO POR UM AMIGO
Prezado amigo!
Quando tratamos de responder afirmações muito genéricas, as respostas costumam ser imprecisas, portanto, vamos para a técnica das distinções para isolar os problemas em debate:
Quando a questão é relacionada a vacinas experimentais, ou seja, medicamentos sem prova científica de eficácia previamente estabelecida, com bulas que relatam infinidade de efeitos adversos, principalmente de natureza trombótica e neurológica, tais medicamentes tendem a causar muitas mortes que podem eventualmente ultrapassar os limites razoáveis. Logo, trata-se de medicamento cuja aplicação é contrária ao princípio da beneficência (01), por eventualmente causar mais males que benesses, uma vez deveria ter sido promovida a adoção de remédios consagrados pelo tempo, e por inúmeros estudos que são comprovadamente eficazes, enquanto tais vacinas prosseguissem em sua fase de experimentação e aprovação.
Quanto à temática da terra ser plana, ou mesmo se nossa realidade é geocêntrica, são assuntos interessantes, mas, em última instância uma matéria que pouco me apraz discutir, mas tem um argumento que acho desafiador relacionado à dinâmica dos líquidos, consistente no fato de que a água se mantém nivelada em qualquer lugar do mundo, afinal todo pedreiro tem aquele medidor de nível que serve para confirmar o alinhamento da obra com base no comportamento da água que simula uma reta perfeita análoga ao alinhamento da água observada no horizonte, mas fora esta curiosidade, é um tema que não está no centro de meus interesses.
No que diz respeito às teorias da evolução, e aí incluo a teoria da seleção natural, quando estudamos história, paleontologia, arqueologia e outras ciências que observam fatos do passado, não observamos a existência de evolução no sentido moderno da palavra, o que temos é a prova da existência de um Ato de Criação, na qual diante de tanta perfeição observamos que as criaturas passam por ciclos constantes de crescimento e morte, desenvolvimento e decadência.
É muito recorrente observarmos, por exemplo, que nas descobertas relacionadas ao período cambriano havia uma diversidade infinitamente maior de espécies que nos períodos posteriores.
O senso comum que construí com base na literatura milenar, seja grega, seja judaica, seja indiana, chinesa, etc., demonstra que o homem sempre sendo o mesmo, um ser cheio de dúvidas sobre o dia de amanhã, cujas relações pessoais e familiares se replicam numa busca por sonhos realizáveis ou fantasiosos, sempre manifestando potencialidade inata seja para a violência ou para ascensão à sabedoria do perdão.
Para mim os conceitos tanto de evolução quanto de seleção das espécies são as formas teóricas e ideológicas que possibilitaram a criação de políticas tanto de viés comunista/socialista quanto nazista.
O racismo foi criado por Gobineau (02) em meados do séc. XIX exatamente em consequência das doidices ideológicas em vigor num tempo na qual o imperialismo europeu havia convencido os senhores do mundo de então de uma superioridade cultural e mesmo biológica por sobre os povos dominados, a ciência oficializada desde então tem sido utilizada como instrumento de dominação e espoliação, e mesmo para permitir a justificação do extermínio de povos e nações.
E, ao fim, deixo meu agradecimento pela oportunidade de tecer tais considerações.
EVOLUCIONISMO CEGO, SELECIONISMO NATURALISTA ALEATÓRIO E CRIACIONISMO INTELIGENTE
Não existe evolução ou seleção natural "criadoras", quando muito são causas segundas subordinadas à causa primeira, numa linguagem aristotélica, talvez possamos afirmar que estas são causas de "destruição" seletiva ou evolutiva num sentido bruto da palavra.
Da mesma forma que criadores de animais selecionam e evoluem linhagens com certas características passíveis de manipulação por meio de cruzamentos genéticos ou mesmo de manipulação de DNA, mas não são sistemas criadores no sentido existencial desde o nada.
Por falar em causa primeira e causa segunda, também temos a matéria primeira e a matéria segunda, afirmamos que Deus é a causa primeira que gera a matéria primeira, que numa linguagem platônica é o mundo das idéias primeiras, modelos arquetípicos que são projetados na mente divina, que servem de modelo para replicação na própria conformação de cada aspecto da realidade física e/ou concreta.
Neste ponto me socorro de Wolfgang Smith (01) que constatou que os fenômenos analisados pelos experimentos da física quântica ao serem objeto de interpretação com base na metafísica clássica permite a definição do conceito de causalidade vertical.
O que é testemunhado nos experimento da física quântica, quando é constatado o decaimento de estado, quando o objeto físico sai da condição de indeterminação onda/partícula e adquire uma forma detectável de forma definida, então estamos observando a manifestação de uma matéria segunda informe sendo submetida a uma causalidade vertical, na qual a forma eterna oriunda da mente de Deus incorpora-se como realidade física e manifesta-se como um ato que é continuidade da Criação.
Em suma, se adotamos uma metafísica de base aristotélica é bem mais fácil de se compreender a intuição de diversos cientistas da física no sentido de que a realidade permanece em constante criação (02).
Notas:
(01) https://en.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Smith
(02) “Criação não terminou, o mundo acontece de uma forma nova a cada momento” (DÜRR, Hans-Peter. Da ciência à ética: a física moderna e a responsabilidade do cientista; tradução de Lumir Nahodil. – 1.ed. Lisboa: Instituto Piaget, 1999, p. 47).
quarta-feira, 14 de julho de 2021
UM INFIEL PERANTE O ESTADO-iGREJA
Existem três conceitos centrais no pensamento gramsciano, que são:
a) o “intelectual orgânico” que é qualquer pessoa com influência política e social que seja capaz de converter novos fiéis para a “verdade” do socialismo-comunismo;
b) a “hegemonia” que é o resultado da expansão da fé do socialismo-comunismo, por meio de seus apóstolos “intelectuais orgânicos”, ou seja, é o resultada da execução de um projeto que finaliza expandir a influência do pensamento socialista, ao ponto de submergir a sociedade na linguagem politicamente correta de viés socialista-comunista, cria-se a polícia do pensamento, estabelece-se e consolida-se a formação cultural de um povo para somente de pensar da forma permitida pela hegemonia social-comuna;
c) em consequência do apostolado orgânico da revolução cultural, que estabelece uma hegemonia da política de esquerda, que por sua vez só permite o debate dentro do universo socialista, então, teremos o Estado-igreja (deixo o segundo termo em minúscula para não equiparar a macaquice esquerdista com a Santa Madre Igreja), fenômeno que no Brasil foi extremamente acelerado no interregno entre entre 1985 e 2018, ao ponto que foi consolidada uma hegemonia da política de viés esquerdista, que por muito pouco nos lança na etapa final e violenta da revolução comunista.
O Estado-igreja, cujo dogma é a fé politicamente correta do socialismo-comunismo, só permite a existência da “direita permitida”, ou seja, a direita da esquerda representada por socialistas moderados ou social democratas ao estilo do PSDB.
Daí, em 2018 ocorreram eleições e desde 2019 surgiu um anátema, uma blasfêmia que desde então vem abalando as fundações do Estado-igreja, afinal, o quão absurdo é haver uma “polarização” no universo regido pela hegemonia da fé comuno-social?!
Por sinal, a comunidade dos fiéis da política-correta, que agora pede a fogueira contra os infratores, que promovem a demonizada “polarização”, são identificados na teoria de Antônio Gramsci com o termo representantes da “sociedade civil” (1), ou seja, aqueles que possuem permissão para ter a “liberdade de expressão” ou, pior, a “liberdade de imprensa”.
O Estado-igreja, uma representação do inferno na Terra, está abalado, e os seus apóstolos social-corretos estão rugindo e rangendo dentes a cada vez que o nome de Deus é proferido por aquele governante que possui Messias no nome, e tem sido muito mal educado conforme os padrões politicamente permitidos.
(1) Gramsci traduz na antítese sociedade civil/sociedade política uma outra grande antítese histórica, a que se dá entre a Igreja (e, em sentido lato, a Igreja moderna é o partido) e Estado. Por isso, quando fala de absorção da sociedade política na sociedade civil, ele pretende referir-se não ao movimento histórico global, mas somente ao que ocorre no interior da superestrutura, a qual é condicionado por sua vez - e em última instância - pela modificação da estrutura: temos, portanto, absorção da sociedade política na sociedade civil, mas, ao mesmo tempo, transformação da estrutura econômica dialeticamente ligada à transformação da sociedade civil." (Norberto Bobbio, O conceito de sociedade civil, original italiano: Gramsci e la concezione della societá civile, Edições Graal Ltda., Rio de Janeiro, 1994. 51-2)




