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domingo, 16 de dezembro de 2018

REFLEXÃO SOBRE METAFÍSICA



Metafísica é o nome que se dá ao estudo dos princípios que regem a realidade, que são passíveis de descrição verbal e escrita, pesquisa realizada segundo o método dialético, cujo resultado é a depuração de alguns axiomas de ordem lógica e ontológica.

Mas, por que somos levados neste rumo?

Qual o fator que nos espanta ao ponto de acender a chama de tal curiosidade sobre os fundamentos últimos da realidade?

Meu palpite é que tudo começa quando, já em tenra idade, somos confrontados com a realidade da morte.

Afinal, morrer é um verbo metafísico.

Quando realidades humanas profundamente relacionadas com princípios de ordem metafísica (vida, morte, personalidade, etc.) são objetos de apreciação legislativa e judicial, existem duas hipóteses básicas para orientar a autoridade encarregada do assunto:

a) aceita-se a sacralidade da vida humana, a realidade da alma imortal e presume-se que cada decisão será objeto de julgamento na eternidade; ou

b) adota-se o reducionismo materialista que nos iguala aos demais reinos biológicos, como meras máquinas regidas por conexões sinápticas eletromagnéticas, que devem submeter-se ao único poder julgado existente conforme o método positivista: o poder da violência do próximo travestida de instituições dotadas de personalidade fictícia.

"A queda de Lúcifer", ilustração de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.

O primeiro desafio metafísico é desvendar o enigma da relação entre a vida e a morte, que, em suma, é apostar na eternidade que nos remete à divindade que nos habita e da qual participamos como súditos fiéis, ou rebelar-se contra a realidade que nos condena à pena capital, e, assim, atiçando-se o que de pior há no espírito humano, seja na forma de ceticismo niilista que de tudo desespera, ou a sede de poder absoluto que pretende vencer custe o que custar.

Werner Nabiça Coêlho

sábado, 20 de maio de 2017

AFORISMOS: VIDA INTERIOR E PARTÍCULAS



SOBRE A VIDA INTERIOR 

A vida interior é o testemunho de um esforço da vontade, que almeja obter a sinceridade da consciência para consigo mesmo.

A vida interior define-se como autoconsciência que possui a seriedade necessária para se alcançar o nível das verdades espirituais.

O discurso interior da consciência não é excludente das outras formas de vida da inteligência, mas é uma definição que remete à complexa relação entre a simplicidade do ser uno e indivisível em sua inteireza, algo que define a alma, e nossa impossibilidade empírica de obter informações fora do campo espaço-temporal, em cujo contexto só podemos ter acesso de modos parciais e especializados.

Há que se ter uma forma de juntar o que está separado!

As sendas de Sócrates e Cristo são bons caminhos a se trilhar.

O SIMPLES E O CONCRETO

O simples é o atributo do uno, e o uno contém a totalidade que é considerada simples somente perante aquele que é o Ser em sua integralidade, o concreto como é percebido pela percepção humana é um complexo sem fim, simplificado em abstrações provisórias com o uso de recursos verbais e mentais.

PARTÍCULAS E O LIMITE DA METODOLOGIA

Até onde sei os limites são conceituais, pois não há uma verdadeira observação e medição direta, alguma coisa escapa à "observação científica".

A metodologia da pesquisa científica na área da física de partículas suscita perguntas sobre os verdadeiros problemas relativos à realidade da física de partículas.

Perguntas de natureza ontológica a respeito da objetividade e concretude do mundo, da qual a metodologia abstrai somente alguns dados parciais.

CONTÍNUO, CONCRETUDE E OBJETOS FÍSICOS

Há uma distinção entre o contínuo da realidade como o percebemos, que é a concretude das coisas, e as hipóteses descritivas do objetos físicos, oriundos de uma abstração cheia de hipóteses e condições matematizáveis.

Por mais que haja indícios de tais objetos físicos, os mesmos são elementos parciais, parcialmente detectáveis, que se encontram inseridos no contínuo, não são apartados de fato, mas somente são abstraídos com base no corte metodológico científico.

Há uma gama muito grande de objetos e fenômenos cuja realidade escapa à pesquisa.

18.05.2017 - Werner Nabiça Coêlho