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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

HEINLEIN'S THE MAN: ETICAMENTE RETARDADOS E POLITICAMENTE CORRETOS

[…] o homem que compra carne é irmão do açougueiro. O problema era melindroso, mas não moral... como o homem que é favorável à pena de morte mas que pessoalmente é “bom” demais para preparar o nó da corda ou brandir o machado. Como a pessoa que encara a guerra como inevitável, ou mesmo em certas circunstâncias como moral, mas evita o serviço militar por não gostar de matar.
Emocionalmente infantis, eticamente retardados – a mão esquerda tem de saber o que a direita faz e o coração é responsável por ambas. […] (p. 66)


[…] Comecei a sentir vagamente que o sigilo é a pedra de toque de toda tirania. Não a força, mas o sigilo... censura. Quando qualquer governo, ou qualquer igreja, toma para si a função de dizer a seus subordinados que “isto você não ler, isto não deve ser visto, isto você está proibido de saber”, o resultado final é a tirania e a opressão, por mais sagrados que sejam os motivos. Pouquíssima força é necessária para controlar um homem cuja mente já foi vendada; contrariamente, força alguma pode controlar um homem livre, um homem cuja mente é livre. Não, nem a tortura, nem o esquartejamento, nem nada; não se pode dobrar um homem livre, o máximo que se pode fazer é matá-lo. (p. 69)

HEINLEIN, Robert A. Revolta em 2100. tradução de Mávia Zettel. Livraria Francisco Alves Editora S.A.: Rio de Janeiro, 1977.