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domingo, 6 de maio de 2018

MATERIALISMO: O DOGMA DA MODERNIDADE


Demócrito

Como diria o Olavo de Carvalho, muito do que se discute na filosofia moderna está permeado de premissas ocultas, premissas não declaradas, mas que são premissas fundamentais ao pensamento.

A questão dos universais, ou seja, se há uma essência ou uma forma fundamental presente na realidade de todas as coisas, quando estudada com base na filosofia antiga e escolástica a todo momento é discutida a questão da transcendência dos conceitos, uma vez que os princípios metafísicos são utilizados como fonte de tais raciocínios, este é um caso de premissas não ocultadas.

Ocorre que com os tempos modernos começou-se o estabelecimento de uma "moda" de adoção da retórica cética, e, portanto, relativista, na qual há a negação formal da metafísica clássica, mas, implicitamente, foi sendo consolidada uma "metafísica" moderna que considera válida somente a existência material, em detrimento da vida espiritual e da religião.

A defesa de uma ontologia "imanente" à mente humana ignora intencionalmente, e como forma de seu método, o "Problema Deus".

Portanto, o dogma da inexistência de "Deus" é implícito em nossas elucubrações filosóficas modernistas que negam a existência de essências e a possibilidade de transcendência.

Nós, tal como Sócrates, ainda, hoje, sofremos daquela curiosidade que sempre emerge da consciência (daemon) que nos habita, e que continua perguntando sobre a natureza de todas as coisas, e permanece com aquele anseio pelo sumo bem, que nos remete a pensar na razão de ser da criação.