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quinta-feira, 14 de julho de 2016

É BOM CITAR: TOMÁS DE AQUINO E A NECESSIDADE DE PROFESSORES DA VIRTUDE


Aristóteles mostra em seguida que a virtude é corrompida e gerada por operações [formalmente] semelhantes às que a criam.
[…]
Como ocorre em qualquer arte [operativa], os mesmos princípios responsáveis por sua criação também podem gerar a sua destruição.
Aristóteles primeiro expõe como isso ocorre nas artes, pois é a partir do modo de se tocar harpa que os homens, segundo a devida proporção, tornam-se bons ou maus harpistas.
A mesma razão é a dos construtores, replicando-se em todos os outros artífices, porque frequentemente estão a fazer bem o ato de construir, tornando-se bons construtores, mas o contrário também ocorre: se eles se habituarem a construir mal, serão maus construtores.
Se esta afirmativa não fosse verdadeira, eles não necessitariam de qualquer docente dirigindo suas ações para aprender uma arte, porque todos, [independentemente dos mestres], tornar-se-iam bons ou maus artífices. [Isto é uma falácia, pois sabemos que há os mestres-artesãos e os aprendizes em toda construção].
Logo, como nos parece necessária a presença de um mestre nas artes, também são necessários mestres para o ensinamento do modo de agir virtuosamente.

(Santo Tomás de Aquino, Onze lições sobre a virtude: comentários ao Segundo Livro da Ética de Aristóteles; tradução de Thiago Tondinelli – Campinas, SP : Ecclesiae, 2013, p. 25)